Gosto de fotografar pessoas, mas, acima de tudo, gosto de histórias. Gosto da vida acontecendo, dos encontros inesperados, da luz que aparece sem avisar e de tudo aquilo que não conseguimos planejar.
Talvez a melhor maneira de começar essa história seja dizendo que sou um fotógrafo feliz.
Feliz por trabalhar com aquilo que amo. Por conhecer pessoas, entrar em histórias que não são minhas e, por algumas horas, fazer parte de momentos que serão lembrados por uma vida inteira.
Sou Marcelo Schmoeller, fotógrafo de casamentos em Florianópolis, e há algo que continua me encantando depois de tantos anos fotografando: a possibilidade de encontrar beleza nas coisas mais simples.
Gosto de gente. De conversas que começam sem hora para terminar, de abraços demorados, de famílias reunidas, de crianças correndo, de lágrimas que aparecem sem pedir licença e de sorrisos que não precisam de motivo.
Gosto de observar.
Talvez seja uma das coisas que mais gosto na fotografia: poder ficar em silêncio por alguns instantes e simplesmente observar o que está acontecendo ao meu redor.
Uma mão procurando outra. Um olhar entre duas pessoas. O pai tentando disfarçar a emoção. A mãe ajeitando o vestido da filha. Os amigos que se encontram depois de tanto tempo.
São pequenas coisas, muitas vezes quase invisíveis para quem está vivendo aquele momento, mas que carregam uma quantidade enorme de significado.
E é justamente por isso que amo fotografar casamentos.
Não fotografo apenas cerimônias, festas ou pessoas bonitas. Fotografo relações, sentimentos, encontros e histórias.

A luz, os lugares e as coisas inexplicáveis.
Existe uma outra coisa que me faz feliz: a luz.
Sou daqueles fotógrafos que chegam a um lugar e imediatamente começam a observar por onde a luz entra, como ela toca uma parede, como atravessa uma árvore ou como transforma completamente um ambiente no final da tarde.
Gosto de arquitetura, jardins, paisagens, céu azul e, principalmente, daquela luz de fim de tarde que parece fazer tudo ficar um pouco mais bonito.
Florianópolis é um presente nesse sentido.
Temos lugares extraordinários, paisagens que mudam a cada estação, o mar, a vegetação, construções cheias de personalidade e cenários que parecem ter sido feitos para receber histórias de amor.
Mas aprendi que um lugar especial não é feito apenas daquilo que conseguimos enxergar.
Às vezes, existe uma atmosfera difícil de explicar. Uma combinação de luz, pessoas, sentimentos e acontecimentos que transforma um dia comum em algo inesquecível.
Já vivi isso muitas vezes atrás da câmera.
E talvez seja por isso que continuo tão apaixonado pelo que faço.

Muito além de fotografias bonitas.
Gosto de fotografias bonitas, claro. Gosto de composição, de estética, de cores, de luz e de imagens que fazem a gente parar por alguns segundos.
Mas, com o tempo, fui entendendo que a fotografia que realmente me interessa vai muito além disso.
Quero fazer imagens que tenham vida.
Que tenham personalidade. Que não dependam de uma tendência para continuar bonitas daqui a dez, vinte ou trinta anos.
Gosto da fotografia documental, da espontaneidade, dos acontecimentos que não podem ser repetidos e das situações que simplesmente acontecem quando damos espaço para que as pessoas sejam elas mesmas.
Não significa que não gosto de dirigir, de criar ou de pensar em uma fotografia. Pelo contrário. Adoro construir imagens, encontrar perspectivas diferentes e explorar as possibilidades de cada lugar.
Mas não quero que a fotografia tire das pessoas a oportunidade de viver aquilo que está acontecendo.
Quero que elas aproveitem o casamento. Que abracem, dancem, chorem, riam, conversem e estejam verdadeiramente presentes.
Enquanto isso, estarei ali.
Observando, sentindo e procurando enxergar aquilo que talvez passe despercebido.

Ser fotógrafo é também criar conexões.
Uma das coisas mais bonitas da minha profissão é perceber que, muitas vezes, começo o dia fotografando pessoas que ainda não conheço e termino sentindo que fiz parte de uma pequena história da vida delas.
Gosto de criar vínculos. De conhecer as famílias, entender as relações, descobrir o que é importante para cada casal e perceber os detalhes que tornam aquela história única.
Acredito que uma boa fotografia começa muito antes de apertarmos o botão da câmera.
Começa na confiança, na troca, na proximidade e na liberdade que as pessoas sentem quando estão ao nosso lado.
Quero que os casais se sintam à vontade comigo. Que não precisem representar nada, que não precisem tentar ser quem não são.
Quero que possam olhar para as fotografias daqui a muitos anos e reconhecer exatamente quem eram naquele momento.
Não apenas como estavam vestidos ou como foi a decoração, mas como se sentiam, quem estava ao lado deles e o que aquele dia significava.
Se, além de entregar fotografias, eu conseguir fazer com que as pessoas se sintam acolhidas, importantes e felizes durante essa experiência, então acredito que estou cumprindo meu papel.

E quando não estou fotografando?
Gosto de experiências, de observar o mundo e de guardar pequenas lembranças do cotidiano.
Aliás, talvez uma das minhas maiores alegrias seja fotografar sem compromisso. Sem cronograma, sem protocolo, sem a responsabilidade de entregar uma quantidade de imagens no final. Apenas sair com uma câmera, acompanhar a vida acontecendo e fotografar aquilo que me chama a atenção.
Foi assim que percebi, mais uma vez, o quanto gosto da fotografia espontânea. Daquelas imagens que talvez não tenham sido planejadas, mas que acabam se tornando algumas das nossas favoritas.
Porque, no fundo, é isso que procuro também no meu trabalho: não deixar que a preocupação em fazer fotografias bonitas seja maior do que a vontade de viver e registrar momentos verdadeiros.

O que quero deixar através da fotografia.
Não tenho a pretensão de dizer que descobri uma fórmula para fotografar casamentos.
Cada história é diferente. Cada casal tem seu jeito, cada família tem sua dinâmica e cada casamento apresenta possibilidades que nunca se repetem exatamente da mesma maneira.
O que tenho é uma vontade enorme de continuar descobrindo.
De melhorar, experimentar, aprender, olhar de outros ângulos e encontrar novas maneiras de contar histórias.
E existe algo sobre fotografia em que acredito muito: não quero que minhas imagens sejam guiadas pela moda, pelas tendências de edição ou pelas cores que estão em alta em determinado momento.
Nunca foi isso que mais me interessou.
Gosto de pensar que, daqui a vinte ou trinta anos, quando um casal olhar novamente para suas fotografias, consiga sentir um pouco de como aquele dia realmente foi.
Quero que se lembrem da luz que entrava pelo jardim, do céu que estava azul naquela tarde, da temperatura do sol no final do dia, das cores que a natureza tinha, da atmosfera daquele lugar.
Para mim, a fotografia também é sobre preservar essas sensações.
Não quero transformar todos os casamentos em uma mesma estética, nem fazer com que uma tendência determine como uma lembrança deve ser vista.
Gosto de respeitar a luz de cada dia, as características de cada lugar e a atmosfera que tornou aquele casamento único.
Porque a moda passa, as tendências mudam, mas a lembrança de como aquele dia foi vivido merece permanecer.

Quero que minhas fotografias tenham o tempo a seu favor.
Quero continuar me surpreendendo com a luz, com as pessoas e com as coisas inexplicáveis que acontecem diante de uma câmera.
Quero produzir fotografias que atravessem o tempo. Imagens que tenham significado hoje, mas que ganhem ainda mais valor quando forem revisitadas daqui a muitos anos.
E, principalmente, quero continuar gostando tanto daquilo que faço.
Porque, se existe algo que aprendi ao longo dessa trajetória, é que fotografar é muito mais do que registrar o que aconteceu.
É estar presente para perceber o que realmente importa.

Sou Marcelo Schmoeller. Sou fotógrafo, sou apaixonado por histórias, por pessoas, pela luz e por tudo aquilo que torna a vida extraordinária.
E sim, sou um fotógrafo feliz.
Muito feliz por poder transformar tudo isso em fotografias.